quinta-feira, 28 de junho de 2012

Revolutionart - Revista Internacional de Arte: Grátis



Para quem gosta realmente de Arte em constante ebulição, a dica é visitar o site Revolutionart Magazine e baixar gratuitamente (em PDF) as deslumbrantes edições temáticas. Repletas de artes gráficas, plásticas, fotografias. É um deleite visual em mais de 200 páginas. Já foram editadas e disponibilizadas para download 36 números: Mitos e Lendas Africanos (28); Água (36); Espaço (23); Reciclagem (21). Ah, e a revista abre espaço para artistas (de todo o mundo) que acreditam na revolução pela arte: O próximo tema é Energia e o prazo para o envio dos trabalhos vai até 15 de Julho.


Revolutionart

 “REVOLUTIONART Internacional Magazine é uma publicação distribuída em formato PDF como uma amostra coletiva dos melhores das artes gráficas, vídeos, músicas, modelagem e tendências mundiais.

É uma plataforma revolucionária, uma propaganda maciça para comunicar mensagens globais e fazer as pessoas pensarem. REVOLUTIONART oferece puro talento a mais de 120.000 assinantes e leitores por edição em todo o mundo.

O objetivo do REVOLUTIONART é servir como uma fonte de inspiração para artistas, modelos, publicitários, fotógrafos, designers e comunicadores em geral que desejam explorar novas alternativas de expressão através de amostras gráficas de design, fotografia, ilustração, anúncios, moda, música, e gerais artes visuais.

Depois de mais de vinte números, REVOLUTIONART tornou-se uma das publicações mais respeitadas do mundo. Talentos internacionais, como Floria Sigismondi, Dragan Andzej, Simone Legno, Adhemas Batista, Lemmy Kilmister, Jeremyville, e muitos mais se tornaram parte das edições passadas.

E você pode ser parte de REVOLUTIONART também. Porque esta é a primeira revista internacional feito pelo povo e para o povo. Somos contra o fascismo artístico. Estamos totalmente abertos pessoas que pensam que não têm medo de falar sobre sexo, política, religião, ecologia, amor, natureza, e quaisquer outras questões globais.”

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Boneco: Lobisomem



Logo após criar Bonecos novos para a Oficina de Bonecos Animados, realizada através do espetacular Projeto Biblioteca Viva Itinerante, em Londrina, me entusiasmei com as Vampirinhas feitas com caixa de fósforos e decidi criar alguns Monstros, bem ao gosto da garotada, experimentando outras formatações com a embalagem de pizza.



Buscando ir além do formato/volume da GueixaMorena, após alguns acertos matemáticos e alguns descartes, cheguei a este LOBISOMEM, que deu um bocado de trabalho. Olha, desenhar, marcar, cortar, dobrar e, principalmente, colar, mesmo sendo papel, não foi tão fácil quanto imaginava. Mas valeu o susto!



Descobri, por acaso, uma cola bastão que realmente cola até pano e que acabou me servindo (também) na colagem da primeira fileira de pelos. É que, acreditando que ganharia tempo, optei pela fita dupla face. Bem, depois que se pega o jeito de colar fio a fio na fita, até adianta, mas é trabalhoso demais. Num próximo Boneco vou preferir a cola bastão. Ou o implante dos fios com uma boa e resistente agulha.



Para criar o LOBISOMEM utilizei uma embalagem de pizza (da minha preferência), trabalhando películas e sobreposição. Na pelagem usei um terço de novelo de lã e nas sobrancelhas um cadarço de sapato. Os olhos são recorte de lentes impressas. Para a boca, língua e dentes, aproveitei sobras de papeis diversos.



A cabeça expande e no tamanho normal mede 16 cm de altura, 10 a 12 de profundidade, 10 de face/testa e 7 de boca/queixo. A boca é articulável (internamente) por um manipulador que tenha mão de tamanho médio. Tempo de confecção: 1 semana. Ah, me disseram que ele parece o Wolverine.



NOTA: Esta criação é um exemplo do que pode ser feito na Oficinatividade: Oficina das 1001 Reutilizações de Embalagem de Pizza, onde os oficinandos têm a oportunidade de dar asas à imaginação na Criação e Recriação de Brinquedos, Bonecos, Jogos etc.
                                 
A Oficinatividade tem uma didática própria e acessível a qualquer público que goste de dar asas à imaginação, e também àquele que quer aprender a dar asas à imaginação. Ela ativa a memória visual e a coordenação motora; estimula a agilidade e a organização lúdico-espacial; desenvolve o raciocínio, a concentração e a criatividade das pessoas dispersas.

criação e fotos: Joba Tridente.2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Lobisomem


Estou trabalhando na criação e finalização deste Boneco Lobisomem há uma semana.
Vou postar algumas etapas do processo e o resultado.
Estou com algumas outras novidades:
Objetos de Arte  feitos com Cartões (Ingressos) Plásticos.

foto: Joba Tridente 

domingo, 17 de junho de 2012

As Diversas Faces do Brincar



Nos dias de hoje, cada vez mais dias de hoje, brincar, inventar brincadeiras, ser criança brincante, divertir simplesmente e apreender ludicamente o que de melhor a vida pode reservar num futuro de lembranças coloridas em tempos cinzentos, é um tabu. Se hoje sou um artista de “sete instrumentos” é porque tive um tempo, na infância, repleto de “nada fazer” e “tudo criar”. Nas asas da minha imaginação e outras crianças vizinhas, toda sobra virava um brinquedo de horas. Só aos seis anos vesti um uniforme de miudinho xadrez: vermelho e branco, e uma parte do meu tempo encontrou novo rumo na Cartilha Caminho Suave, o da leitura. E então um o outro lado da fantasia escancarou as portas e eu entrei, pra não mais sair. Naquele tempo não sabia de creches. As crianças eram criadas soltas em casa, na companhia de outros irmãos. Só soube da existência dos “depósitos de crianças”, quando deixei o interior de São Paulo. Era pouco mais que um adolescente.

Nestes últimos dezessete anos (1995/2012), participando dos mais diversos Projetos Educacionais e Culturais do Paraná, viajando por todo o interior do estado, continuo encontrando muita gente triste, inclusive professores. É uma gente tensa que não sabe relaxar para apreender o que é orientado nas oficinas. Os professores não conseguem deixar de ser professores, por algumas horas, para brincar de criar brinquedos que se faz brincando (uma das minhas oficinas). O que uma criança cria em uma hora eu não consigo tirar de um professor em duas. Enquanto um professor busca a lógica formal a criança viaja livre pela (i)lógica infantil e com muito mais acertos. Também porque se um brinquedo ou boneco não sair como imaginou, ela simplesmente o reiventa.

Em Arapongas, ao fim de uma etapa do Projeto Educação Com Ciência (2006), da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, me aconteceu uma coisa mágica e inesperada na Rodoviária. Enquanto aguardava a hora de embarcar, na companhia de outros oficineiros, uma das meninas disse que, ao me ver andando pra cima e pra baixo, com uma mala cheia de adesivos e sininhos, ficou curiosa. Descobriu enfim que eu criava bonecos com material reciclável e quando conheceu alguns deles ficou fascinada. O resto do pessoal disse que também gostaria de conhecer o trabalho Como estávamos com tempo, comecei a mostrar os bonecos e fui me empolgando e contando histórias em que eles atuam e falam sobre a própria confecção. Quando me dei conta tinha um monte de gente (adultos e crianças) ao redor, prestando atenção na “festa”. A dona de um bar disse que estava dividida entre ouvir as historias, ver os bonecos e assistir a novela na TV. Acredito que, definitivamente, cumpri o meu propósito de artista. Estava exatamente onde o povo estava, livre e desimpedido, desinibido e pronto para o que viesse.


Certa manhã, viajando com o Projeto Comboio Cultural (2001/2002), da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, que levava em um ônibus articulado, além de mim, uma bibliotecária e mais três artistas (também contadores de história), o veículo foi estacionado ao lado de uma praça, numa pequena cidade do interior. Estávamos nos arrumando para começar as apresentações quando vi uma senhora com uma garota, sua filha. A mulher tinha expressão de poucos amigos, pouca conversa, pouca informação. A garota vinha falando que naquele ônibus (que assim como em muitos outros municípios a população acreditava ser um ônibus de assistência médica) tinha uma biblioteca e contadores de história. A mãe ficou horrorizada, achava um absurdo, um despropósito um ônibus daquele tamanho carregar artistas contadores de história para crianças, quando poderia estar sendo utilizado, segundo ela, para algo mais útil. Penso que se soubesse o quê ou para quê teria dito. No seu cego ponto de vista o artista não deve ir onde o povo está, a cultura deve continuar sendo privilégio de quem mora em cidade grande ou na capital, e ainda que é perda de tempo criança ouvir histórias, que...

De outra vez, um dos contadores de histórias, que utilizava bonecos e ao final da narrativa mostrava para as crianças como ele transformava duas latas em um telefone ou uma simples forquilha de estilingue em um homem, ao perguntar se as crianças conseguiam ver a transformação, uma delas (mais mocinha) insistia em dizer que não e que aquilo continuava sendo um pedaço de pau e não um homem. Ela não queria dar asas à sua imaginação por ignorância, falta de infância ou simplesmente para enfrentar o artista, como se quisesse se mostrar superior em não sonhar (acreditando que o faz-de-conta é coisa de criança), em não perder tempo com bonecos, com pedaços de pau que viram homens ou coisas do gênero. Ela agia como se nunca tivesse lido ou ouvido Contos de Fadas ou Histórias da Carochinha. Para onde foram os sonhos, as fantasias, a imaginação, o faz-de-conta?

Noutra ocasião, um o performático contador de histórias mínimas, com seu teatro dentro de caixas de fósforos, se preparava para começar a apresentação quando foi interrompido por um indignado menino (de quatro a cinco anos). Ele queria aprender a fazer teatro e a sua professora não sabia ensinar - o que foi confirmado por ela, que se desculpou dizendo que não tinha a menor idéia de como trabalhar teatro com seus alunos. Bem, ali poderia estar um grande ator em formação, ansioso por informações sobre a arte de representar, que manifestava uma precoce vocação que, com certeza, seria interrompida, caso ele não deixasse aquele pequeno município esquecido, para seguir carreira ou terminar seus estudos numa cidade maior ou mesmo na capital.

Mais à frente, quando estávamos saindo de mais uma pequena cidade, perdida no interior do Paraná, onde fomos cobrir a falta de um grupo de teatro, cujo ônibus tinha quebrado, um garoto veio correndo, de longe, em direção ao veículo, agradecendo espontaneamente por termos ido à sua cidade. Dizia que aquele seria um dia que ele nunca esqueceria. Isso paga qualquer sacrifício enfrentado, na estrada, por artistas brincantes até com quem não aceita ou gosta de brincadeiras.

Eu sou um Oficineiro Cultural que recicla, antes de tudo, a vida!

foto: Oficina de Bonecos Animados - Projeto Biblioteca Viva Itinerante - Londrina-PR

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Boneco: Gueixa Morena


Sou fascinado pela cultura japonesa. Dia desses, brincando com embalagens de pizza, testando volume e novas formas de rostos, cheguei a esta bela Gueixa Morena, feita de papel. Bom, pelo menos eu acho que ficou bem bacana. Poderia ter pintado ou tirado a película da embalagem, expondo a textura branca, mas procurei evitar o óbvio.


O enfeite de cabeça é um leque impresso. O cabelo espiralado fiz com a sobra de papel azul. Os enfeites na testa são missangas. Para as roupas improvisei um centro de mesa estampado e a frente (tricô) de uma almofada. Estas não devem ser as roupas definitivas. Precisava testar movimentos e então utilizei o que estava à mão. Gostei do resultado.




A cabeça tem a boca articulada e é independente do “corpo de roupas”, como gosto de fazer. Com isso, Boneco e Manipulador ganham maior versatilidade na ilusão (real) dos movimentos.


Para quem ainda (?) não sabe, Gueixa não é prostituta, mas uma mulher que estuda a arte da sedução, da dança e do canto. Ela pode ser contratada para entreter um ou mais homens com a sua arte, incluindo o flerte, mas está proibida de fazer sexo com seus clientes.


NOTA: Esta criação é um exemplo do que pode ser feito na Oficinatividade: Oficina das 1001 Reutilizações de Embalagem de Pizza, que oriento em todo o Brasil, onde os oficinandos dão asas à imaginação na Criação e Recriação de Brinquedos, Bonecos, Jogos etc.

A Oficinatividade tem uma didática própria e acessível a qualquer público que goste de dar asas à imaginação, e também àquele que quer aprender a dar asas à imaginação. Ela ativa a memória visual e a coordenação motora; estimula a agilidade e a organização lúdico-espacial; desenvolve o raciocínio, a concentração e a criatividade das pessoas dispersas.

criação e fotos: Joba Tridente.2012
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